Burnout atinge 30% dos brasileiros e se torna epidemia silenciosa nos ambientes de trabalho

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A Síndrome de Burnout, também conhecida como esgotamento profissional, já atinge mais de 30% dos trabalhadores brasileiros, segundo a International Stress Management Association (ISMA-BR). O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking global da doença, atrás apenas do Japão. O crescimento acentuado da síndrome reflete uma sociedade cada vez mais sobrecarregada, pressionada por metas inatingíveis e que negligencia o descanso. Globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 10% da população economicamente ativa sofre com burnout.

Oficialmente reconhecida pela OMS e incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), a síndrome é caracterizada por exaustão física e mental, sensação de fracasso, distanciamento emocional e queda de produtividade. “É como um colapso da parte mental do indivíduo. Afeta desde a afetividade até as funções cognitivas, e tudo isso geralmente em decorrência do trabalho”, explica o Dr. Thyago Henrique, medico especialista em saúde mental pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

Segundo ele, a manifestação da síndrome vai muito além do cansaço. “A pessoa se torna mais irritada, o limiar de paciência diminui de forma absurda, afetando suas relações interpessoais. Mas o principal impacto está na produtividade, que despenca. A pessoa não quer ir trabalhar não por preguiça, mas por estresse, por medo. Mesmo quando vai, não rende como antes”, detalha.

Dr. Thyago também alerta para o uso crescente de substâncias como resposta ao esgotamento. “É muito comum o abuso de café, energéticos e agora até de medicamentos estimulantes como o Venvanse, usados na tentativa de manter a produtividade. Mas isso é extremamente prejudicial, porque não resolve a causa real e ainda traz outros riscos à saúde.”

O diagnóstico do burnout é clínico e não exige exames laboratoriais. “Com uma boa anamnese, conseguimos identificar o quadro. Quanto antes for feito o diagnóstico e iniciada a intervenção, melhor o prognóstico. E o tratamento vai além de remédio: é comportamento, mudança de rotina e, principalmente, readequação do ambiente de trabalho”, afirma o psiquiatra.

Em muitos casos, o afastamento temporário ou definitivo do ambiente hostil é necessário. “Não adianta medicar se a pessoa continua inserida na fonte do sofrimento. A melhora pode ser perceptível já nos primeiros dias longe do local. Às vezes, a pessoa sai de férias e no segundo dia já se sente outra”, relata.

Outro ponto levantado pelo especialista é a cultura da produtividade sem limites. “Vivemos a geração do desempenho. Há uma pressão absurda por resultados, e o descanso vira luxo. Mas o burnout não surge só de excesso de trabalho. Ambientes tóxicos, com bullying velado e relações hostis, também são gatilhos potentes”, explica.

Segundo o Dr. Thyago, há formas práticas de prevenção que começam dentro e fora do trabalho: “Sono de qualidade, pausas regulares, atividade física, interação com colegas e ambientes que respeitem os limites individuais são fundamentais. São atitudes simples que fazem toda a diferença”.

Para ele, o aumento da discussão sobre o tema nas redes sociais e na mídia tem sido positivo. “Antes, burnout era visto como frescura. Hoje há mais conscientização. Quando uma figura pública revela que está passando por isso, ajuda a legitimar o sofrimento de pessoas comuns. Isso tem um papel importante na quebra do preconceito.”

Ainda assim, ele ressalta que a principal chave para combater o problema é a valorização da saúde mental. “Respeitar os próprios limites é essencial. O trabalho não pode estar acima da sua saúde. Não adianta ter um cargo importante, um bom salário, se você não tem saúde para usufruir disso. O burnout cobra um preço alto demais”, finaliza.

SOBRE O DR. THYAGO HENRIQUE : O Dr. Thyago Henrique é médico formado pela Universidade José do Rosário Velano, com pós-graduação em Psiquiatria pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein – SP. Posteriormente, aprofundou seus estudos em Psiquiatria Infantil pelo Instituto.

IBCMED. Sua atuação se destaca na área da psiquiatria preventiva e da performance mental, tornando-se referência no atendimento a profissionais do mundo sertanejo, música eletrônica, políticos e atletas de alto rendimento.  Além de sua expertise na psiquiatria, o Dr. Thyago acumulou vasta experiência em diversas áreas da medicina antes de se consolidar como autoridade em saúde mental. Atuou como médico de time profissional de futebol, médico de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e também em setores de urgência e emergência, adquirindo uma visão ampla e aprofundada sobre os impactos da saúde física e emocional no bem-estar dos pacientes. 

Uma de suas grandes paixões é a transmissão do conhecimento. Desde sua formação, tem contato direto com alunos de medicina na instituição onde leciona, sendo reconhecido por sua didática e influência no ensino. Seu talento como educador foi reafirmado ao ser homenageado como professor por duas turmas consecutivas de médicos recém-formados, tornando-se um dos docentes mais jovens do país a receber tal reconhecimento. 

Com uma comunicação clara, envolvente e dinâmica, Dr. Thyago vem se consolidando como uma figura de grande impacto na mídia. Sua participação em telejornais, rádios, lives e podcasts tem gerado altos índices de audiência e engajamento, tornando-o uma referência no debate sobre saúde mental no Brasil.  Sempre em busca de atualização e aprofundamento, atualmente é mestrando em Neurociências pela Universityof Orlando, em parceria com o Instituto Conhecimento Integrado – Centro Educacional, e doutorando em Psicologia Clínica pela Christian Business School (CBS). Sua trajetória é marcada pela dedicação à ciência, à educação e à democratização do conhecimento sobre saúde mental.

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