Intolerância religiosa em Jacarepaguá: sacerdotisa Analu Portugal denuncia ataques em seu templo de Kimbanda

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A sacerdotisa Analu Portugal, dirigente de um templo de kimbanda luciferiana no Rio de Janeiro, denuncia uma série de episódios de intolerância religiosa após a inauguração da nova sede do espaço espiritual no bairro de Jacarepaguá, Zona Oeste da capital.

Segundo a líder religiosa, desde o início das obras no novo templo, trabalhadores que atuam no local passaram a sofrer xingamentos, ofensas e ameaças por parte de moradores de um condomínio vizinho. De acordo com ela, os episódios têm ocorrido de forma recorrente, gerando constrangimento e um ambiente de hostilidade.

Analu afirma que não se trata de um simples conflito de vizinhança, mas de manifestações claras de preconceito religioso. “O Brasil é um Estado laico. Intolerância religiosa é crime. Todos os espaços precisam ser respeitados, sejam eles evangélicos, católicos, budistas, espíritas, de religiões de matriz africana ou qualquer outra crença. A liberdade de culto é garantida pela Constituição”, declara.

A sacerdotisa destaca que o novo espaço foi estruturado para ampliar as atividades espirituais, promover acolhimento e oferecer orientação à comunidade que frequenta o templo. No entanto, segundo ela, parte da reação negativa estaria relacionada à estigmatização histórica da kimbanda luciferiana.

“Percebo que, por ser luciferiana e quimbandeira, os ataques se tornam ainda mais intensos. Existe um preconceito muito forte quando se trata de religiões que fogem do padrão tradicional. Isso mostra o quanto ainda precisamos evoluir em respeito e convivência”, afirma.

Diante dos episódios, medidas judiciais já estão sendo adotadas. Analu Portugal informa que está acompanhada por sua equipe jurídica e que os casos estão sendo formalmente registrados para apuração e responsabilização dos envolvidos.

O caso reacende o debate sobre intolerância religiosa no Brasil e reforça a importância do respeito à diversidade de crenças, princípio fundamental assegurado pela Constituição Federal.

Confira o vídeo de desabafo da Sacerdotisa: 

https://www.instagram.com/reel/DUo6dQuDtBc/?igsh=bXd5Z3d2MGhrdWls

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